Quando pensamos em ansiedade, normalmente imaginamos um adulto sobrecarregado, preocupado ou emocionalmente esgotado. Mas a ansiedade também faz parte da infância, embora, muitas vezes, apareça de formas muito diferentes daquilo que os pais esperam.
Nem sempre a criança ansiosa vai dizer “estou preocupada”. Na maioria das vezes, ela comunica isso através do comportamento.
Pode ser a criança que não consegue dormir sozinha, ou a que sente dores de barriga frequentes, a que chora excessivamente ao se separar dos pais, ou a que precisa de validação o tempo inteiro, a que se irrita facilmente, ou a que parece “difícil”, explosiva e até mesmo extremamente sensível.
Em muitos casos, a ansiedade infantil é confundida com desobediência, birra, preguiça ou drama. Mas é preciso considerar que o cérebro da criança ainda está em desenvolvimento. Ela não possui maturidade emocional para organizar sozinha sentimentos intensos. Por isso, o corpo frequentemente fala antes das palavras.
A infância contemporânea também contribui para esse aumento da ansiedade. As crianças vivem mais estimuladas, mais aceleradas e mais expostas emocionalmente. Excesso de telas, cobrança precoce por desempenho, agendas lotadas e pouca presença emocional dos adultos acabam criando um ambiente interno de tensão constante.
Além disso, as crianças absorvem o clima emocional da casa, ou seja, pais emocionalmente sobrecarregados, relações familiares tensas, insegurança emocional ou ambientes imprevisíveis impactam diretamente o sistema emocional infantil. Mesmo quando ninguém fala nada explicitamente, a criança percebe.
E existe um detalhe importante: crianças não precisam entender racionalmente um problema para senti-lo emocionalmente. Muitas vezes, a ansiedade infantil aparece em comportamentos como:
• irritabilidade constante;
• dificuldade para dormir;
• medo excessivo;
• perfeccionismo;
• dependência emocional;
• dificuldade de concentração;
• crises de choro;
• necessidade exagerada de controle;
• sintomas físicos sem causa médica aparente.
O grande risco é normalizar o sofrimento infantil porque “é só uma fase”.
Nem toda dificuldade emocional exige tratamento clínico imediato. Mas toda criança precisa de acolhimento emocional, escuta e segurança afetiva.
A família não precisa ser perfeita. Mas precisa estar emocionalmente disponível. E isso começa em pequenos movimentos, como:
• validar emoções ao invés de minimizar;
• ensinar a criança a nomear sentimentos;
• reduzir excessos de estímulos;
• criar rotinas previsíveis e flexíveis;
• oferecer tempo de qualidade real;
• fortalecer vínculos afetivos.
Uma criança emocionalmente segura não é aquela que nunca sente medo ou ansiedade. É aquela que aprende que não precisa enfrentar tudo sozinha.
A obra nasceu por inspiração da música “Lá na terra do contrário”, de Pe. Zezinho, scj.
A personagem principal é uma menina que não gosta de seguir regras e questiona até mesmo o nome das coisas. Ao ouvir a famosa música, resolve ir para a Terra do Contrário, onde tudo seria muito diferente.
Aos poucos, porém, ela vai percebendo que não adianta fugir, mas que, ao cantar e expor seus sentimentos consegue, finalmente, chamar a atenção de sua mãe, que era tudo o que realmente queria.
Trata-se de uma situação bastante comum nas famílias, com pais sobrecarregados, precisando se dividir entre o trabalho, as tarefas domésticas e os cuidados com as crianças.
Mas, ao final, a autora dá algumas dicas para a família trabalhar aspectos relacionados à educação emocional e o equilíbrio entre exigências e afetividade para o desenvolvimento da personalidade das crianças.
A obra nasceu por inspiração da música “Lá na terra do contrário”, de Pe. Zezinho, scj.
A personagem principal é uma menina que não gosta de seguir regras e questiona até mesmo o nome das coisas. Ao ouvir a famosa música, resolve ir para a Terra do Contrário, onde tudo seria muito diferente.
Aos poucos, porém, ela vai percebendo que não adianta fugir, mas que, ao cantar e expor seus sentimentos consegue, finalmente, chamar a atenção de sua mãe, que era tudo o que realmente queria.
Trata-se de uma situação bastante comum nas famílias, com pais sobrecarregados, precisando se dividir entre o trabalho, as tarefas domésticas e os cuidados com as crianças.
Mas, ao final, a autora dá algumas dicas para a família trabalhar aspectos relacionados à educação emocional e o equilíbrio entre exigências e afetividade para o desenvolvimento da personalidade das crianças.
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